Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010 VEREADORES DO CDS-PP manifestam sérias preocupações com o funcionamento do Centro Escolar de Mondim Oeste e Centro de Saúde de Mondim Basto na reunião do Executivo Camarário.
Na reunião do dia 29 de Novembro, o vereador Lúcio Machado destacou que, mal entrou em funcionamento o Centro Escolar de Mondim, “foi dado da parte dos vereadores da oposição um crédito de confiança ao actual executivo para juntamente com o agrupamento de escolas resolverem os problemas que se foram deparando, pelo facto deste entrar em funcionamento numa situação em que subsistiam aspectos inacabados, nomeadamente ao nível da segurança, aquecimento e arranjos exteriores, que teriam de ser acautelados rapidamente pelo construtor. Aliás, estas preocupações foram sendo transmitidas pela associação de pais e encarregados de educação dos alunos. Ora, inexplicavelmente, próximos do término do primeiro período, estes problemas, concretamente, as questões de segurança, ainda não se encontram resolvidas, sendo urgente a colocação de varandins e gradeamentos para evitar acidentes e quedas, dado que alguns dos muros são bastante elevados. Espera-se que, durante o período de férias de natal, estas obras sejam concluídas para que, na reabertura em Janeiro, o Centro Escolar possa funcionar com as condições de segurança indispensáveis.
O vereador do CDS-PP, Manuel Mota, que substituiu o Dr. Augusto Brito na vereação alertou para as deficientes condições em que se encontram os nossos munícipes ao nível da saúde, facto já anteriormente abordado por Lúcio Machado.
Para além da evidente falta de médicos com as consequências inerentes ao nível do atendimento para os utentes, da redução do horário de funcionamento do Centro de Saúde, que afecta inexoravelmente a população idosa, a que se acresce as dificuldades de transporte, pois há muita gente que não tem transporte próprio, resta-nos concluir que nos encontramos numa situação caótica e miserável. Se alguns concelhos lutam por manter o Centro de Saúde aberto 24 horas, trate-se as populações do interior, das zonas montanhosas com dignidade e cuidados de saúde adequados e eficientes. Dê-se oportunidade a médicos aposentados de regressarem à vida activa e contribuírem para suprir a falta de médicos, tal como se constata na nossa região. A este propósito, para assinalar a degradante condição em que nos encontramos, que não “lembra ao diabo”, veja-se a triste sina, que não é anedótica, mas sim real, de pessoas do nosso Concelho que são enviadas para o Centro de Saúde de Cabeceiras de Basto, dali vagueiam para o Hospital de Guimarães, sendo horas depois encaminhadas para o hospital de Vila Real, em viagens sucessivas, até encontrarem um local onde lhes seja prestado os devidos cuidados médicos. Quando os nossos doentes são maltratados desta maneira, impõe-se uma atitude de denúncia, sendo que compete ao executivo camarário agir junto dos responsáveis da saúde a nível nacional, para que se ponha termo a degradantes peripécias, dado que não pode ser assacado aos nossos utentes a factura pesada da nossa interioridade.
Vereadores: Lúcio Machado e Manuel Mota
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